
Família do interior é sempre cheia de histórias, não?
Minha mãe conta que, quando minha bisavó era jovenzinha, resolveu fazer uma simpatia na noite de São João. Deveria cortar cinco pedaços de papel, escrever o nome de um “pretendente” em cada um deles, dobrar em quatro e colocar em uma bacia com água [que deveria dormir no sereno]. O nome que amanhecesse aberto seria o do futuro marido.
Como ela só tinha conseguido lembrar do nome de quatro rapazes casadoiros, sugeriram que ela incluísse o nome do Custódio, funcionário da fazenda que era bobo e feio que só. Na falta de outro nome, foi o do Custódio mesmo.
Adivinha qual nome amanheceu aberto?
Pois é. Diz que ela ficou desesperada e ainda levou bronca por mexer com essas crendices.
Até que uns meses depois se mudou pra cidade um bom partido muito bem apessoado. Preciso dizer qual era o nome do meu bisavô?
Eu nem sei se acredito muito nessas coisas. A única vez em que pensei em fazer uma simpatia foi quando li a respeito da história da bananeira [adolescente adora uma coisa meio macabra], que diz que na noite de 23 para 24 de junho a pessoa deve enfiar uma faca nova e nunca usada no caule de uma bananeira. Na manhã seguinte, ao retirar a faca, a letra que aparecer vai ser a inicial do nome do futuro marido. Desisti quando comecei a imaginar a bananeira me dando facadas...
Fora que acho maldade fazer barganha com Santo Antônio. Tirar o Menino Jesus do colo dele, colocar o santo no freezer... Que ruindade, gente!
E aí vocês me perguntam: Carolina, você não errou de público-alvo, não? Todo mundo que vem aqui no teu blog já arrumou marido! Pra que falar de simpatias?
Para ajudar nossas amiguinhas que ainda não tem um amor, ora bolas!
Ok. Mentira. Não combina com minha personalidade de Saraiva posar de boazinha, né?
É que hoje de manhã eu tava vendo uma reportagem no Bom Dia Brasil que falava sobre isso e fiquei pensando “será que é muito grande mesmo o número de pessoas que faz simpatias nessa época do ano?”. Lembrei que um dos itens mostrados nas estatísticas do blogspot, dentro de “Origens de tráfego”, é “Pesquisar palavras-chave” e me bateu mó curiosidade de saber quantas pessoas chegariam aqui através da busca “simpatia pra arrumar marido”!
[E se você chegou aqui através dessa busca, nem adianta dar Alt+F4 pra fechar a página porque você já faz parte das estatísticas.]
Eu não sou uma pessoa boa, eu seeeei!!! Não me abandonem por isso, por favor!!! E eu sou formada em Estatística, poxa! É normal ter essas curiosidades... =/
Aliás, acabei de ver no Oráculo que não basta arrumar marido, tem que ser marido rico! Caraaaca...

Falando um pouquinho sério, no final das contas acho que não cabe colocar dicas de simpatias aqui no blog, não?
Uma coisa que adianta – e muito! – pra todas nós é rezar/orar/fazer pensamento positivo pra que nossos amores sempre se mantenham bem, felizes e com saúde.
E pra que todas as pessoas que querem de coração encontrar alguém, que também sejam muito felizes, pois se tivesse um tantinho mais de amor e cuidado no mundo a coisa toda não estaria do jeito que está.
[É. Não resisti. Lá no fundo eu devo ser uma pessoinha boa, afinal...]
ATUALIZAÇÃO:
Acabei de voltar do almoço e lembrei de uma coisinha.
Quando eu estava lá pela 7ª série eu fiz uma dessas simpatias/brincadeiras pra descobrir o nome da pessoa com quem ia casar. Foi uma dessas em que você escreve vários nomes, como a da bacia, mas não lembro bem qual era.
Na época eu era apaixonada por um menino da escola, bonitinho e gente boa, que pra variar não me dava bola. O nome dele – Junior – foi um dos que coloquei na lista e, pra minha alegria, foi o nome que sobrou.
O tempo passou, arrumei um namorado, ficamos juntos por uns 8 anos e lembro de ter pensado em como aquela simpatia era furada, já que o nome dele era completamente diferente.
Terminamos. Um tempo depois Elmo e eu começamos a sair.
Elmo Junior, filho de Elmo e Yara, neto de Elmo e Yara.
Estranho, não?